Arquivo de novembro, 2013

O Brasil perde Delcio Carvalho

Publicado: 19 de novembro de 2013 em Uncategorized

Ontem o sorriso negro se entristeceu

Por Alexandre Ciriaco .IMG_20131030_152639%5b1%5d (2)

A musica brasileira perdeu um de seus mais brilhantes poetas – O que trago dentro de mim preciso revelar – ou ao menos tentar.

Meu primeiro contato com as letras de Delcio Carvalho foi à beira do campo, não me lembro bem qual era  o ano( acho que 88 ou 89), mais sim, de alguns integrantes daquele marcante batuque.

Estávamos eu e meu irmão, Wilson Ciriaco, que iniciava ali seus primeiros acordes no bar do extinto campo do Atlético no Parque Santo Antonio – local onde esta à 92º DP – Naquela roda sem pretensão , nesse caso foi no pós-jogo . Entre tantos sambas ali cantados um marcou pra sempre minha vida:

Sonho Meu!

Já se passava das 15h00min num domingo de sol, quando o Wilsinho – meu irmão – cantou essa brasa.

Alem da belíssima melodia de Dona Ivone Lara a incontestável letra de Delcio Carvalho. É claro que, na época não tinha a menor ideia de quem teria feito essa musica. Mais o fato de um negro alto, com apelido de “Sucego” – exímio centroavante – cair aos prantos abraçando outro irmão que não me lembro do nome, cantando o refrão desta canção em voz alta e embargada após alguns goles de cerveja.

“Trás a pureza de um samba sentido marcado de mágoas de amor”.

Assim que soube da noticia que Delcio Carvalho havia falecido, veio essa musica na minha mente. Triste. – assim como na morte do “Sucego”- lamentei o fato de pouquíssimas pessoas inclusive no mundo do samba, conhecer esse grande compositor. Talvez, Charles Bukowiski tivesse razão quando disse que:

A multidão é o ponto de encontro dos mais fracos.

Por outro lado o ídolo, Paulo Cesar Pinheiro, preciso como sempre – naquela canção com o Gudin-resumiu a passagem desse grande ícone:

Vai, porque a sua missão e de paz. Ser poeta é difícil demais, pra que querer que um coração normal um dia vá te compreender.

Que Deus te receba de braços abertos. Delcio Carvalho, para sempre.

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