HISTÓRIA DO SAMBA PAULISTA – continuação

Publicado: 13 de janeiro de 2012 em Uncategorized

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Paulo Vanzolini (Paulo Emílio Vanzolini) – Nasceu em São Paulo, 25 de abril de 1924, é um zoólogo e compositor brasileiro, autor de famosas canções como “Ronda”, “Volta por Cima” e “Na Boca da Noite”.
Paulo Emílio Vanzolini nasceu em São Paulo -SP -em 25 de Abril de 1924. Filho de um engenheiro, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro RJ, quando tinha quatro anos. De volta a São Paulo em 1930.. Quatro anos depois entrou para a Faculdade de Medicina, passando a freqüentar as rodas boêmias de estudantes e a compor seus primeiros sambas. Trabalhou na Rádio América e formou-se em medicina e Zoologia, da Universidade de São Paulo. Formou-se em 1947, casou no ano seguinte, e foi para os EUA, onde se doutorou em zoologia, na Universidade de Harvard.
Em novembro de 1967produziu um LP com músicas suas – 11 sambas e uma capoeira – interpretadas por vários cantores, entre os quais o Paraná (Capoeira do Arnaldo), Chico Buarque (Praça Clóvis e Samba erudito) e Cristina(Chorava no meio da rua). No ano seguinte, com Toquinho, seu único parceiro, inscreveu a música “Na Boca da Noite” no II FIC, da TV Globo, vencendo a parte paulista do concurso. Com Toquinho compôs, ainda, “Boba” e “Noite Longa”, ambas em 1969. Só teve, porém, novas músicas gravadas em 1974, “A música”– com músicas interpretadas por Carmen Costa e Paulo Marques, entre elas “Mulher Que Não Da Samba”, “Falta De Mim”, “Teima Quem Quer”. Em 1997 foi homenageado, na USP, com show em que foi apresentada uma nova música sua, “Quando eu for, eu vou sem pena”.É um dos idealizadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e ativo colaborador do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, que com seu trabalho aumentou a coleção de répteis de cerca de 1,2 mil para 230 mil exemplares.
Paulo Vanzolini foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.Em agosto de 2008, o cientista e compositor foi também premiado pela Fundação Guggenheim, em Nova Iorque, em virtude de suas contribuições para o progresso da ciência. O mesmo prêmio foi dado a três outros cientistas brasileiros, em outras áreas além da biologia.

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Os Demônios da Garôa – É um grupo musical brasileiro, grande intérprete de Adoniran Barbosa, com mais de 60 anos de existência.

Surgiu na década de 1940 com o nome de “Grupo do Luar”. Em 1943, cantando pela primeira vez no rádio, venceu um concurso de calouros.

Seu bom humor tornou-se a marca registrada do grupo. Em 1965, com mudanças na formação original, gravou Trem das Onze, a marca registrada do grupo, conjuntamente com “Iracema”, “Saudosa Maloca”, “O Samba do Arnesto”, “As Mariposa”, “Tiro ao Álvaro”, “Ói Nóis Aqui Trá Veiz”, “Vila Esperança” e “Vai no Bexiga pra Ver”.

O grupo vendeu mais de dez milhões de cópias distribuídos em 69 compactos simples, 6 compactos duplos, 34 LPs e 13 CDs ao longo de sua carreira. A atual formação compõe-se de Roberto Barbosa (conhecido pelo codenome de Canhotinho (Músico)) Serginho Rosa, Sydnei, Izael e Ricardinho (neto do fundador do grupo, Arnaldo Rosa). Noutros tempos, o grupo já contou com a participação de Ventura Ramirez, o considerado o melhor violão de 7 cordas do Brasil, com uma técnica peculiar que marcou a história e os arranjos dos Demônios da Garoa por cerca de 30 anos.

Os dois últimos fundadores do conjunto, Arnaldo Rosa e Toninho Gomes, faleceram respectivamente em 2000, vítima de cirrose hepática oriunda de um tratamento na coluna, e em 2005, vítima de complicações do diabetes e do mal de Alzheimer.

Em 1994, os Demônios da Garoa entraram para o Guinness Book – Livro dos Recordes Brasileiro, de onde não mais saíram, como o “Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade”, além de receberem o disco de ouro pelo álbum 50 Anos.

A banda, que sempre se apresentou somente com os seus integrantes, a partir da gravação de seu primeiro DVD intitulado Demônios da Garoa Ao Vivo, lançado pela BAND Music, agora conta também com uma banda de apoio, formada por bateria, violão de 7 cordas e contrabaixo.

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Adoniran Barbosa (João Rubinato), sétimo filho de um casal de imigrantes de Treviso, Itália,foi entregador de marmita, trabalhou como varredor em uma fábrica de tecidos, no carregamento de vagões de trens suburbanos, como tecelão, encanador, pintor, garçom, metalúrgico e vendedor de meias para depois adentrar o mundo humorístico do rádio e tornar-se um dos maiores sambistas do país. Criador de um samba tipicamente paulistano, Adoniran Barbosa, como ficou conhecido, elaborava suas letras a partir das trágicas cenas de vida e da linguagem cheia de sotaques, gírias, inflexões e erros de habitantes de cortiços, malocas e bairros característicos da cidade, como Bexiga e Brás. “Pra escrevê uma boa letra de samba a gente tem que sê em primeiro lugá anarfabeto”, dizia. Compôs seus primeiros sambas, “Minha Vida se Consome”, em parceria com Pedrinho Romano, e “Teu Orgulho Acabou”, com Viriato dos Santos, em 1933. Dois anos depois, ganhou o primeiro lugar em concurso carnavalesco organizado pela Prefeitura de São Paulo, com “Dona Boa”. Após passar por emissoras como São Paulo, Difusora, Cosmos e Cruzeiro do Sul, recebendo pequenos cachês, notabilizou-se na década de 1940 como radialista cômico, interpretando uma série de personagens, baseados no linguajar coloquial, como o terrível e sábio aluno Barbosinha Mal-Educado da Silva, o negro Zé Cunversa, o motorista de táxi do Largo do Paissandu, Giuseppe Pernafina, o gostosão da Vila Matilde, Dr. Sinésio Trombone, o autor de cinema francês, Jean Rubinet, e o malandro malsucedido Charutinho. Com este último, um dos personagens do programa Histórias das Malocas, escrito por Oswaldo Moles, atingiu o clímax do humor e alcançou popularidade. “Trabaio é boca? Trabaio num é boca. É supurtura, é tumo”, falava Charutinho. A união entre o humorista e o músico, nos anos de 1950, representou seus maiores sucessos musicais: “Saudosa Maloca” (1951), “Malvina” (1951), “Joga a Chave” (1953), “Samba do Arnesto” (1955), “As Mariposas” (1955), “Iracema” (1956) e “Trem das Onze” (1965).

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Armando da Mangueira – Um dos maiores intérpretes dos sambas-enredo de São Paulo com a Nenê de Vila Matilde.Quem o conheceu se impressionava pelo seu carisma, criatividade nas composições e sua generosidade com os amigos. Carioca que a cidade de São Paulo adotou, Armando da Mangueira levava o público ao delírio quando soltava sua voz grave e forte na avenida: “Para sempre irei te amar. Tirando em primeiro, em segundo ou em qualquer lugar. Estou falando é de você, minha querida Nenê…”.
Compôs muitas músicas lindas, entre elas, algumas do seu disco “Tonelada de Samba”:“ Hei de Ver”, “ Vou Embora”, “ Eu Bebo”, “Minha Viola”,“ Eu Já Fui Tão Feliz”,“ Foi Uma Mulher”, “Dez Mandamentos”, “Nenê e Mangueira”.

 

Postado por:
Tiano Araujo
http://facebook.com/tianoaraujo

Textos e imagens extraídas de:
Batucada Paulista
https://www.facebook.com/profile.php?id=100002661846794&sk=info

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